Galhada, em Tempos de Fissura
Festival
Uma pesquisadora expõe ideias em torno dos desafios planetários vividos no antropocapitaloplantationocntalochtulopiroagorafudeudetoceno. Mergulhada em contradições e diálogos proféticos com uma planta, ela sofre as consequências de uma mutação genética, enquanto partilha saberes, canta espantos, sofre colapsos e respira utopias. Numa sessão proposta pela pesquisadora, a galhada é evocada como um conceito e vivida como um sintoma, já que ela percebe galhos brotando de si mesma, frutos de uma conspiração verde, conectando distintos mundos e tempos, operando como uma encruzilhada de forças. Em diálogo com discussões teóricas contemporâneas em torno da crise ambiental planetária, o espetáculo transita por ideias que compreendem o planeta e suas existências humanas e não humanas como um organismo vivo e interconectado, abordando também o conceito de Antropoceno. O enredo flerta com a ficção científica e com a peça-palestra, trazendo ainda canções originais ao vivo e pesquisa de movimento.